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Diário da Região - 19/04/2007
Região exporta mais
As exportações das empresas da região de Rio Preto cresceram 50,6% no primeiro trimestre deste ano ante o mesmo período de 2006, apesar da desvalorização do dólar frente ao Real nos últimos meses. Até março, foram exportados cerca de US$ 363,3 milhões por 36 municípios do Noroeste paulista, segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No três primeiros meses de 2006 foram exportados o equivalente a US$ 241,1 milhões. Diferentes profissionais do setor de exportação afirmam que essa alta é causada por produtos específicos, ligados à agroindústria, como álcool, açúcar, miúdos bovinos, couro e frango. “Essa elevação não é generalizada, pois a maior parte dos exportadores tem sofrido com o atual patamar do dólar, próximo a R$ 2”, disse a despachante aduaneira Yvanna Garcia. Ainda de acordo com Yvanna, a tendência para os próximos meses é de baixa na balança comercial da região. “As empresas estão mantendo os contratos, apesar das dificuldades, para não perder clientes. Esperamos que o dólar volte a um patamar mais alto, para que as exportações voltem a compensar”, afirmou.

O despachante aduaneiro Paulo Narcizo também afirma que as vendas para o exterior apresentam tendência de queda, apesar dos aumentos nos primeiros meses deste ano. Em fevereiro, as exportações haviam apresentado alta de 52,6% em comparação ao primeiro bimestre. Nos dois primeiros meses do ano, o acumulado das exportações foi de US$ 255,1 milhões, segundo a Secex, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). “Não sei como a região continua mantendo as exportações em alta. Para os meus clientes, o ritmo está normal”, disse Narcizo. Segundo ele, existe um grande esforço das empresas para diminuir custos e se manter competitivo no mercado internacional. As cidades da região que mais exportaram neste ano foram Barretos, responsável pela venda de US$ 66,4 milhões ao exterior; Catanduva, US$ 57.7 milhões; e Bebedouro, US$ 35,3 milhões. Nesses três municípios predominam a produção de comoditties, como carne bovina e couro em Barretos e suco de laranja em Catanduva e Bebedouro. Açúcar também está entre os principais produtos exportados pela região, além de frango e pedaços de galinha congelados.

Segundo o diretor da Estação Aduaneira Interior (Eadi) de Rio Preto, Vivaldo Mason Filho, no geral, as exportações têm apresentado queda e essa expansão se deve a alguns produtos específicos. “Na Eadi, se mantivéssemos as mesmas empresas do ano passado, teríamos queda no volume exportado no primeiro trimestre deste ano. Como passamos a operar com produtos da Frango Sertanejo, nossas exportações aumentaram 62,12%”, disse. Em 2006, entre janeiro e março, a Eadi exportou US$ 2,2 milhões, enquanto no mesmo período deste ano foram exportados R$ 3,57 milhões. “Antes eles exportavam direto, por meio do porto de Santos. Sem esse novo cliente, as exportações da Eadi teriam caído cerca de 20%”, afirmou.

Assim como as exportações, as importações também aumentaram no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da desvalorização do dólar, no entanto, as compras no exterior aumentaram apenas 6,06% nos três primeiros meses deste ano ante o mesmo período de 2006. Neste ano, segundo a Secex, foram importados cerca de US$ 16,7 milhões contra pouco mais de US$ 15,7 entre janeiro e março do ano passado. O saldo entre as exportações e importações da região cresceu 53,6% este ano e atingiu US$ 346,3 milhões.

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