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Diário da Região - 09/12/2007
Mudas tipo exportação
Empresas vendem plantas ornamentais para mercados consumidores em todo mundo
O município de Rio Preto totalizou, de janeiro a outubro deste ano, R$ 2,4 milhões em exportação de mudas e plantas o0rnamentais. O dado é do Serviço de Comércio Exterior (Secex). O volume exportado, 43,5 mil quilos, responde por 9,08 do montante negociado pela cidade com destino ao mercado exterior.

No mesmo período do ano passado, as exportações de mudas somaram 34 mil quilos e respondiam por 7,34% do total comercializado por Rio Preto para o exterior. O faturamento aumentou 44%, segundo a Secex.

As exportações de mudas produzidas na região foram beneficiadas com o inicio de atividades da Unidade Técnica Agrícola Regional Agropecuária (UTRA). A unidade de Rio Preto funciona nas instalações da Estação Aduaneira Interior (EADI) desde março deste ano.

Por tratar-se de  material  perecível e delicado, o processo logístico para o transporte de mudas é diferenciado e inclui o calculo de tempo de viagem, espera para liberação de mercadoria e trâmites com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) da Recita Federal.

De acordo com Vivaldo Mason Filho, diretor da EADI, uma das dificuldades encontradas na liberação desse tipo de produto é a existência de um prazo curto para que a muda chegue ao local de origem e seja plantada. Além disso, uma parte das mudas embarca para o exterior no domingo. "É preciso chegar ao destino dentro de um prazo seguro para integridade da muda e a tempo para o plantio".

A Athena, empresa de Rio Preto que exporta mudas para países como EUA, Holanda, Bélgica e outros grandes centros consumidores no mundo, utiliza os serviços da UTRA para garantir agilidade no processo de transporte.

Todo o trabalho de liberação de produto tratado para controle de pragas é feito na própria estação aduaneira, depois a mercadoria segue para São Paulo onde é embarcada em vôos comerciais em aviões com porão pressurizados, a fim de garantir a pontualidade e a qualidade do material na entrega.

Dentro da aduaneira, o UTRA emite toda a documentação que a empresa apresentará ao comprador no país de destino, certificando que as plantas ou produtos vegetais foram inspecionados ou analisados de acordo com os procedimentos adequados.

Com isso, fica dependendo apenas a liberação da Receita Federal nos aeroportos internacionais.

Sair de Rio Preto com parte do trâmite feito possibilitou a Athena gerenciar melhor o tempo de espera do contêiner. O transporte até a capital é feito por meio rodoviário, uma vez que não saem de Rio Preto vôos para aeroportos internacionais.

O veiculo que transporta as mudas é climatizado e geralmente armazena o material até o limite máximo de tempo para o carregamento das aeronaves.

As pequenas mudas são mantidas refrigeradas por barras de gelo dentro de caixas isoladas termicamente. Quando chegam ao país de destino, as barras de gelo são trocadas e o material segue até o importador sem prejuízo.

Segundo Alexandre Moro Sacomani - gerente de expedição da Athena - atualmente as cargas saem de Rio Preto mais tarde e com maior segurança no transporte: "Estamos despachando o material às 4h da manhã, às 10h já estamos com o serviço da Receita realizado esperando o "dead line" (horário final) para carregar o avião".



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