| A EADI - Estação Aduaneira Interior - de São José do Rio Preto comemora está semana oito anos de funcionamento em São José do Rio Preto. Nesse período mais de U$ 163 milhões passaram pela estação entre importação e exportação, a maior parte dos produtos foi vendida ou comprada por empresários da região no mercado exterior. Atualmente a diretoria da estação comemora sucessivos recordes de movimentação. Somente entre 2006 e 2007 o movimento da importação passou de pouco mais de 9 milhões para quase 21 milhões e na exportação de mais de 10,5 milhões para quase 43 milhões. Em 2008 o crescimento na movimentação já superou as expectativas no primeiro semestre e deve ser ainda maior no segundo, já que com o preço baixo do dólar durante os seis primeiros meses do ano, muitas importações devem chegar agora no segundo semestre e impulsionar ainda mais a alta. Este ano a importação no primeiro semestre ficou 69,91% acima do mesmo período em 2007 e 71,25% na exportação. "Certamente os dois movimentos devem aumentar ainda mais até o fim deste ano, mas se fossemos considerar que será essa a média de crescimento, fecharíamos 2008 com mais de U$ 73 milhões em exportações e U$ 35 milhões em importações", conclui Vivaldo Mason Filho, diretor da EADI. Ainda segundo Vivaldo, o constante crescimento nos últimos 18 meses é reflexo direto de investimentos em infra-estrutura e autorizações para despachar e receber cargas que geralmente só são permitidas em zonas de fronteira e portos: "Temos hoje aqui em Rio Preto autorização para movimentar e armazenar fogos de artifício, material químico, temos também uma unidade do Ministério da Agricultura (UTRA) que funciona dentro de nosso espaço físico e a única Receita Federal do Brasil que funciona em horário diferenciado, atendendo nossos clientes até as 20h, além de sermos a única EADI do país a operar carga viva como cavalos, pintinhos e demais animais comercializados no mercado exterior." Para os próximos meses a EADI tem como objetivo a verticalização dos armazéns e do pátio alfandegado, a inauguração de um armazém destinado exclusivamente para materiais químicos e o início de diferentes operações que facilitarão muito o comercio exterior na região. Além de comemorar os ótimos resultados no movimento, Vivaldo ressalta que o "material humano" que passou pela EADI nesses oito anos de operação orgulha muito a estação também: "Durante esse período que estamos operando em Rio Preto não levamos ou trazemos somente produtos para diferentes países. Levamos cultura, como a exportação de capoeira, quando enviamos para a Europa diversos instrumentos para acompanhar a dança e a luta brasileira lá, fizemos também exportações para mercados brasileiros na Europa e nos EUA, que na época batizamos de "cargas de saudade", e claro, ensinamos profissionais e empresários locais a fazerem e aproveitarem todas as oportunidades que o mercado exterior oferece." As intenções da EADI em fomentar o comércio exterior ficaram claras também nas realizações de encontros, palestras e debates sobre operações de vendas e compras fora do país, como "EADI vai à escola", "Encomex" e "Medcomex". "Cerca de 40 profissionais que atuam hoje com mercado exterior na região passaram pela EADI, muitos deles trabalham com clientes nossos e isso nos deixa feliz como a alta na movimentação", conclui Mason.
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