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30/01/2009
Região resiste a crise e exporta US$ 1,8 bilhão

Liza Mirella - http://www.diarioweb.com.br/

Apesar da crise internacional, que acirrou-se a partir de setembro passado e que fez retrair o mercado internacional, o Noroeste paulista conseguiu ampliar em 2,5% as exportações em 2008 em relação ao ano anterior. Nos 12 meses de 2008, os 43 municípios da região exportaram US$ 1.886.677.372 (equivalentes a R$ 4.329.924.568 ao câmbio de ontem). Em 2007, o resultado foi de US$ 1.839.517.394. Esse é o resultado da balança comercial regional, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Os 43 municípios listados somaram alta de 70% nas importações. Com isso, o saldo da balança comercial do Noroeste paulista fechou o ano passado 0,53% menor em relação ao ano anterior. A balança brasileira, na mesma comparação, amargou uma retração de 38,2%. As importações, em 2008, chegaram a US$ 137.563.332 (R$ 315.707.846 ao câmbio de ontem). No ano anterior, o resultado obtido foi US$ 80.926.472, o que mostra uma alta de 70%.

O crescimento significativo das importações é explicado pelos investimentos feitos por empresários na renovação dos parques fabris, que alavancaram a compra de máquinas e equipamentos e impulsionaram as importações. Já a desvalorização do dólar, provocada pela crise financeira internacional, desmotivou as exportações, especialmente a partir do mês de setembro. No ano passado, o saldo entre importações e exportações chegou a US$ 1.749.114.040 (R$ 4.014.216.721 ao câmbio de ontem), ficando abaixo do de 2007 - US$ 1.758.590.922. O resultado representa uma queda de 0,53%. Os melhores desempenhos na região ao longo de 2008 foram obtidos por Catanduva, Barretos e Bebedouro. Catanduva fechou o ano com saldo de US$ 363.383.703, fruto de US$ 368.707.167 de exportações e US$ 5.323.460 de importações. De Barretos, foram exportados US$ 347.807.279; as importações chegaram a US$ 29.317.970 e o saldo em 2008 foi de US$ 345.489.309.

Em Bebedouro, o saldo ficou em US$ 200.023.916, fruto de US$ 202.153.060 de exportações e US$ 2.129.144 de importações. Rio Preto teve desempenho positivo em 2008. As exportações chegaram a US$ 46.845.183 e as importações, US$ 38.488.362. Assim, o saldo entre um e outro foi de US$ 8.356.821. No ano anterior, as exportações atingiram o volume de US$ 31.887.649; as importações somaram US$ 27.242.635 e o saldo, US$ 4.645.014. Quando se comparam os dados entre um ano e outro, o que se observa é alta nos três itens: 47% nas exportações; 41% nas importações e 80% no saldo. Para o despachante aduaneiro Paulo Narcizo Rodrigues, da Caribbean Express, o ano passado foi considerado excelente para Rio Preto, com aumento nas duas vertentes do comércio exterior. Atualmente, segundo ele, o cadastro do governo tem 65 empresas da cidade arroladas como exportadoras, número que tem aumentado dia-a-dia. "O mundo está comprando e em busca de novos fornecedores, o que é bom para os empresários daqui."

Ele prevê que 2009 também terá bons resultados na balança comercial, com destaque para as exportações, que devem se manter aquecidas, apesar da crise que assola os mercados. Quanto às importações, a tendência é de queda, já que quem tinha de investir no parque fabril, já o fez. Por outro lado, a boa notícia é que o governo suspendeu, na quarta-feira, medida que aumentava o controle sobre as importações. Desde o início da semana estavam sendo exigidas "licenças automáticas" para as compras acima de 3 mil produtos. "Agora, o importador fica mais seguro porque pode se planejar e sabe quando vai receber a mercadoria", afirmou.

A despachante aduaneira Yvanna Garcia, da Multiways, também havia ficado preocupada com a barreira imposta pelo governo e teve mais trabalho durante as 48 horas em que vigorou. Ela diz que sua suspensão permite a manutenção do ciclo econômico, que os empresários continuem a trabalhar. "As importações não estão sendo alavancadas pela substituição de produtos que existam aqui em abundância, mas pela escassez de alguns tipos de matéria-prima, portanto, não atrapalham o mercado interno." Yvanna afirma que com o atual quadro tumultuado não é possível estar muito otimista com as exportações também. "Não vejo qualquer tendência de alta. É preciso trabalhar para que não haja nenhuma retração", diz.



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